Cientistas acreditam ter descoberto planta que auxilia no combate ao câncer

Cientistas acreditam ter descoberto, na África, plantas com grande potencial para desenvolvimento de terapias eficazes contra um dos mais graves tipos de câncer. Pesquisadores da Universidade Federal do Extremo Oriente (FEFU), na Rússia, em parceria com cientistas do Reino Unido, demonstram em experimentos laboratoriais que os extratos de três ervas encontradas nas Ilhas Maurício podem ajudar a combater a proliferação do carcinoma escamoso, um tumor de esôfago considerado extremamente crítico.

Os cientistas explicam que as moléculas agem restringindo o crescimento dos cânceres ao ativar uma via de sinalização chamada de AMPK. “Surpreendentemente, em três das espécies de plantas da mesma ilha, vemos o mesmo mecanismo que impede o crescimento das células cancerígenas do esôfago. Isso, por meio da ‘captura’ dessas células em um estágio específico do ciclo celular, imediatamente antes da divisão. Em outras palavras, elas agem durante o nascimento de uma nova célula cancerosa”, ressalta, ao Correio, Alexander Kagansky, chefe do Centro de Medicina Genômica e Regenerativa da Escola de Biomedicina FEFU e um dos autores do estudo.

“O carcinoma escamoso esofágico representa a sexta causa principal de morte na prática oncológica global. Menos de 15% dos pacientes sobrevivem por mais de cinco anos a partir do momento do diagnóstico. Em média, as pessoas com esses diagnósticos vivem menos de um ano. As drogas são extremamente tóxicas e evocam uma série de efeitos colaterais agravando a qualidade de vida dos pacientes. Ao mesmo tempo, a eficácia da quimioterapia atual para esta doença não é muito segura, para dizer o mínimo”, detalha.

Segundo Maria das Graças Brandão, Coordenadora do Centro Especializado em Plantas Aromáticas, Medicinais e Tóxicas (Ceplamt) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). “O Brasil abriga a maior biodiversidade do planeta, distribuída em diferentes ecossistemas. Essas diferenças ambientais e climáticas permitem que as plantas produzam diferentes substâncias químicas (os princípios ativos) com estruturas únicas, capazes de atuarem em várias doenças”, detalhou.

Fonte: Correio Braziliense

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *