Com eficiência e custo baixo, chip monitora exposição à luz solar

A pele é o maior órgão do corpo humano e, devido à alta exposição ao meio ambiente, acaba mais suscetível a problemas provocados pelo excesso de radiação solar, como o câncer. Para evitar essas complicações, investigadores americanos criaram uma tecnologia que consegue monitorar o nível de exposição aos raios ultravioleta (UV). Eles destacam que o custo baixo e a eficiência são as principais vantagens do chip, quando comparado a aparelhos semelhantes. O trabalho foi publicado na última edição da revista Science Translational Medicine.

Além dessas condições, havia ainda o fato de existirem poucos aparelhos com o objetivo de monitorar a exposição à radiação ultravioleta. “Sabemos que os raios UV são onipresentes e que estamos em uma epidemia de câncer de pele. Esses dois desejos se ‘casaram’ para criarmos nossos dosímetros de luz sem fio, portáteis e sem bateria”, frisa Xu Shuai, um dos autores do trabalho e pesquisador da Universidade de Northwestern.

O aparelho tem design system on a chip (sistema em um chip, em tradução livre), permitindo acesso sem fio, por meio de smartphone. O sensor de leitura individual fornece os dados de exposição solar captados (Veja infográfico). Voluntários saudáveis usaram a tecnologia durante a prática de atividades recreativas ao ar livre (incluindo caminhada e natação) durante quatro dias, e os autores observaram que os dispositivos foram funcionais e confiáveis no registro de doses de radiação solar UV.

 

Curt Treu, dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), acredita que a tecnologia pode ser extremamente útil na prevenção de danos causados à pele pelo Sol, principalmente para perfis específicos. Segundo o médico, a solução pode ajudar também no monitoramento da exposição solar ao longo dos anos, considerando que esse é um fator de risco para o surgimento de tumores na pele.

Shuai e os colegas também preveem essa aplicação. “Na área médica, vemos uma forte aplicação na dermatologia. Muitas vezes, me pergunto quanto de sol meus pacientes, sobreviventes de melanoma, estão realmente recebendo. Com esses sensores, poderemos parar de adivinhar”, frisa o autor do estudo.

 Portal Correio Braziliense

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