Desafios na prevenção do câncer cervical no Brasil

Selecionado na ASCO 2018 para publicação eletrônica, o estudo EVITA é uma avaliação da casuística do câncer cervical, conhecido também como câncer de colo de útero. A proposta foi analisar as taxas de rastreamento anteriores ao diagnóstico em 16 instituições, representando as cinco regiões brasileiras. O trabalho está sendo realizado pelo Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos (EVA/GBTG) com apoio do LACOG, com o objetivo de delinear os perfis sócio-demográfico das pacientes, rastreamento e o tratamento do câncer de colo de útero no país.

A análise dos dados mostra que 87,5% das pacientes realizaram o teste papanicolaou pelo menos uma vez na vida. Os motivos mais frequentes relatados pelas pacientes para não realizar o papanicolaou foram falta de vontade (46,9%), vergonha ou constrangimento (19,7%) e falta de conhecimento (19,7%). As conclusões do estudo mostram que a menor taxa de rastreamento do CC está associada a disparidades sociais, como menor renda e nível educacional, e não ter parceiro estável.

O câncer de colo de útero (CC) é a quarta malignidade mais comum em mulheres no mundo e cerca de 85% dos casos são diagnosticados atualmente em países subdesenvolvidos. O rastreamento eficaz com exame de Papanicolaou e teste de HPV pode reduzir a incidência do câncer cervical em cerca de 90%.

Fonte: Onconews

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