Pesquisa liderada por brasileiro usa bactérias do intestino para diagnosticar câncer

Uma pesquisa publicada no dia, 01 de abril, na revista Nature Medicine mapeou 16 bactérias da microbiota que estavam presentes em amostras fecais de pessoas de sete países e três continentes diferentes e que têm relação com o câncer colorretal, que atinge cerca de 36 mil brasileiros por ano e causa quase 17 mil mortes anualmente no país.

Atualmente, a principal forma de detecção do câncer colorretal é a pesquisa de sangue oculto nas fezes. Caso exames apontem a presença de pequenos sangramentos no intestino, isso pode servir de ponto de partida para uma investigação mais meticulosa por meio de uma colonoscopia, por exemplo.

Com a descoberta dos cientistas, por sua vez, a simples presença das bactérias, de seus genes ou metabólitos na amostra fecal já acenderia o sinal amarelo de que há algo errado com o paciente.
“Descobrimos que o microbioma é um forte preditor da doença”, disse à BBC News Brasil Andrew Thomas, doutor em Bioinformática pela USP (Universidade de São Paulo) e um dos principais autores do estudo.
Uma pesquisa mais aprofundada nesse sentido pode esclarecer a natureza da relação entre alimentação e o desenvolvimento do câncer.
De qualquer forma, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) coloca o consumo de carnes processadas – como salsicha, mortadela e presunto – e a ingestão excessiva como carne vermelha – acima de 500 gramas de carne cozida por semana – como fatores que aumentam o risco para o câncer de intestino.
Também contribuem o sobrepeso e a dieta não saudável – pobre em frutas, vegetais e em alimentos ricos em fibras.

Portal BBC

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