Poucos sabem sobre o câncer de ovário, o primo cruel do tumor de mama

Em Outubro, fico especialmente incomodada com a invisibilidade dos tumores de ovário. Então, de cara, vou chamando a sua atenção, se está encafifada com a saúde porque teve episódios de câncer de mama na família. Vou dobrar a sua preocupação: zele pelos seus ovários também.

Quando há casos de familiares com tumor de mama, especialmente abaixo dos 50 anos, isso indica que, sim, podem existir alterações de certos genes aumentando o risco de você ter tumor de mama  — de ovário. Da mesma maneira, se tem parentes que tiveram um tumor de ovário, fique ainda mais esperta com as mamas. O tumor de origem genética pode aparecer tanto lá, quanto cá.

Infelizmente, enquanto a chance de cura do primeiro grupo supera os 90%, quando o problema é flagrado precocemente, mais de metade das mulheres que descobriram um câncer de ovário neste ano não sobreviverão, dados do INCA (Instituto Nacional de Câncer).

Segundo o oncologista Fernando Vidigal, coordenador médico-científico do Grupo Cettro de Brasília, três em cada quatro brasileiras diagnosticadas com tumor de ovário já têm a doença tão avançada, que ela invadiu outros órgãos.

No caso dos ovários, os sintomas são muito inespecíficos, tais quais:

  • Uma dorzinha chata que se confunde com cólica intestinal. Muitas vezes acompanhada de constipação.
  • Mal-estar na altura do estômago ou um enjoo que lembra o da gravidez.
  • Inchaço na barriga, muitas vezes por conta de o tumor  ter crescido e invadido o peritônio.

Até o momento apenas o ultrassom transvaginal, é capaz de denunciar um tumor nos ovários.

E daí eu pergunto: por que as campanhas não avisam que mulheres com medo do câncer de mama por causa de casos na família não podem, de jeito algum, marcar bobeira com os ovários? Pois o primo, pobremente esquecido, é de longe o mais cruel e perigoso.

#CuideSe

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