Proteção solar pode prevenir o câncer de pele

De acordo com a dermatologista Vanessa Mussupapo, do Instituto de Oncologia Santa Paula, o câncer de pele é caracterizado pelo crescimento anormal e descontrolado das células que compõem a pele, e o excesso de exposição ao sol é a principal causa da doença, uma vez que a radiação ultravioleta é a maior responsável pelo desenvolvimento de tumores cutâneos.

“O câncer de pele corresponde a cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados no país e está dividido em dois tipos: melanoma e não-melanoma. Se detectado precocemente, pode ser curado com facilidade”, explica Vanessa.

  1. Câncer de pele não-melanoma

É mais comum em pessoas com mais de 40 anos e raro em crianças e negros, com exceção daqueles já portadores de doenças cutâneas. É o de maior incidência e mais baixa mortalidade, porém se não tratado adequadamente pode deixar mutilações bastante expressivas.

No câncer da pele não-melanoma, a cirurgia é o tratamento padrão. Radioterapia, quimioterapia, imunoterapia e medicações são tratamentos coadjuvantes que variam conforme o tipo e a extensão da doença.

  1. Câncer de pele melanoma

Representa apenas 3% das neoplasias malignas do órgão. É o tipo mais grave, devido à sua alta possibilidade de provocar metástase (disseminação do câncer para outros órgãos). Este câncer está muito ligado a hereditariedade, por isso, familiares de pacientes diagnosticados com a doença devem se submeter a exames preventivos regularmente.

O tratamento desse tipo leva em conta a extensão, agressividade e localização do tumor. As modalidades mais utilizadas são as cirúrgicas e medicações orais.

Prevenção

A especialista listou abaixo três recomendações que devem ser incorporadas aos nossos hábitos diários de proteção:

  1. Se possível, evite a exposição solar entre 10h e 16h.
  2. O filtro solar deve ser usado diariamente, em todas as estações do ano. A reaplicação deve ser realizada a cada duas horas em atividades de lazer ao ar livre ou de manhã e antes de sair para o almoço em dias de trabalho, principalmente no rosto, que é uma área muito exposta ao sol.
  3. As maquiagens com filtro não substituem o uso diário do protetor por possuírem baixo índice de proteção solar baixo, normalmente em torno de FPS 25, e cobertura muito fina. O ideal é utilizar protetor solar com base tonalizante.

Fonte Portal Jornal da Mulher

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